quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Praxis


Olá a todos os visitantes que por algum erro do Google cá vieram parar… Hoje apetece-me falar da praxe académica, a menos que vocês tenham outro assunto para eu desenvolver (pausa para suspense) … Agora imaginem que eu tenho a mão na orelha como se estivesse a tentar ouvir os temas que vocês estão para aí a sugerir… Então já que não sugerem nada cá vai… (suspiro):
Antes de mais devo avisar que sou a favor da praxe da mesma forma que sou a favor de hierarquias mesmo aquelas que não são resultantes do mérito (parece-me que é assim que funciona o mundo…) li num outro blog “Pensar não doi, ai, ai” a opinião de outro blogger contrária à praxe, como opinião tenho de respeitar, mas não concordo com a mesma.
Passei na praxe ou por causa dela alguns dos meus melhores momentos da minha vida enquanto estudante do ensino superior, aí conheci pessoas que acredito serão meus amigos para a vida (poderão dizer que os poderia conhecer de qualquer outro modo…).
Na praxe aprendi a ser paciente aprendi a por em prática alguns dos ensinamentos que aprendi com os meus Pais, desenvolvi muito a minha criatividade para dar resposta aos desafios propostos pelos “Doutores”.
Os críticos afirmam que o processo de integração dos alunos passava muito bem sem a praxe, eu até concordo até certo ponto, parece-me o processo realmente poderia passar (mas) menos bem sem a praxe, pois são nos momentos iniciais do ano que todos se ficam a conhecer e por via das dificuldades criadas pela praxe se tornam um grupo com uma “necessidade”/”dificuldade” comum e acredito que essa mentalidade de grupo torna o individuo mais forte.
Dizem também que a praxe é perda de tempo injustificável no início do ano… mais uma vez discordo, até porque a maioria das faculdades tem timings rigorosos (apesar de em Off-the-record) para a praxe, definem-se até nos calendários das faculdades folgas de aulas para a existência de semanas do Caloiro e Queimas das Fitas. Como exemplo na minha faculdade apenas pode existir praxe 1 dia por semana durante o primeiro mês de aulas, culminando na semana do caloiro, esse dia tem de ser obrigatoriamente diferente todas as semanas para que as faltas se distribuam por todas as aulas uniformemente.
A afirmação: “a praxe propicia oportunidades aos tipos mal formados e mais ou menos tarados para darem largas às sua frustrações, às suas taras, aos seus complexos (de inferioridade?...); “, tira-me do sério!!! Gostava de saber em que faculdade andou este senhor???? Não creio que todos os “Doutores” sejam “mal formados”, “tarados” e frustrados até… Isto seria o mesmo que dizer que todas as pessoas que usam laço e se chamem José Marques são mentecaptos! Nunca eu ousaria afirmar tal coisa!!! Que afirmem que existem alguns (poucos) “doutores” que são mal formados ou tarados, eu até aceito agora colocarem-nos todos no mesmo saco (rótulo) é que já não!
Que a praxe estabelece uma hierarquia ilegítima, eu também acho no entanto dizer isto com desdém só pode sair da cabeça de alguém que não olha à sua volta, que não reconhece a própria forma do mundo funcionar, estamos cheios de hierarquias baseadas na idade, no tempo de serviço, no valor económico apenas para nomear alguns exemplos, quero com isto dizer que a praxe obedece a uma hierarquia como outra qualquer, e mais uma vez preparando os seus membros para o mundo!
Concordo também que basta haver uma maça podre para afetar todas as outras maças,  mas não aceito que se carimbem apenas e só por esse facto todas as maças como podres!
Também não aceito lições de praxe por alguém que a praxe que se diz ter sido vitima se chamou de recruta e que até lhe “endureceu o coiro”, lá porque o praxaram para além do aceitável não tente colar as suas praxes comparando com as praxes dos outros estabelecimentos de ensino, felizmente todos os excessos que conheço foram publicitados e identificados os seus percussores. Agora num ano que entram 12.000 alunos para o ensino superior e temos menos de uma mão cheia de casos, e refira-se que são menos os casos de má conduta na praxe que as agressões a professores no ensino secundário no mesmo período de tempo, acho que são mais fáceis de vender estes poucos casos do que muitos homicídios que poucos ouvem falar…
Enquanto caloiro nunca fui coitadinho, e depois de me tornar “Doutor” nunca permiti coitadinhos na praxe.
A praxe para mim tem de ser voluntária, inclusiva, não discriminatória, provocante, estimulante, e deve ser muito mais intelectual do que física.
Dura praxis, Sed praxis, A praxe é dura mas é a praxe…
Bem depois de desbobinar uma vez mais o que o tico disse ao teco , e com o sono já a pesar nas ideias me despeço da pessoa que está ali ao canto a fingir que não está a ouvir aquilo que estou para aqui a escrever. Um beijinho para elas e uma chapada para eles!

domingo, 4 de novembro de 2012

181 deputados??

Olá como estão esses bigodes? Sim porque se a minha vizinha tem, qualquer homem tem a capacidade de fazer crescer um!!!
Mas o que me leva a escrever hoje (para além do teclado) é a noticia que li no jornal "SOL" em que consta o estudo encomendado pelo 1º ministro tendo em vista a redução de deputados dos actuais 230 para 181.
Na minha opinião é um passo na direcção certa mas que peca por curto, até porque se continua a manter o sistema partidário de eleição apesar de o lugar na lista já ser menos importante porque permite ao eleitor escolher o candidato a deputado ou o partido. Na prática o ultimo elemento da lista tem teoricamente as mesmas hipóteses de ser eleito do que o cabeça de lista, isto agrada-me porque aumenta a probabilidade de representatividade de cada distrito porque assim escolho quem eu quero e não quem o partido quer, isto acaba por dignificar a política porque aproxima os votantes dos votados, passando-se a votar em pessoas em vez de partidos.
Não me agrada porque me parece que poderemos sobreviver com metade dos deputados... Até porque a grande maioria dos deputados lá está apenas para fazer número... Fazem 10 minutos de intervenção por cada ano de trabalho e para isso temos de lhes pagar durante todo o ano e respectivos benefícios à posterióri?.
Também não me agrada que as listas a eleição tenham que ser apresentadas por partidos, isso limita a democracia porque a pessoa individual enquanto for alheio a uma qualquer máquina partidária não terá hipótese de se eleger...
Seria de rever também o estatuto dos deputados e equipara-lo ao sector privado para limitar os abusos!
Bem depois de despejar o que ocorreu pelo cérebro (antes neste do que em qualquer outro órgão do meu corpo) espero que tenha contribuído para o debate mental que devemos ter entre hemisférios direito e esquerdo!!!
Me despeço com um piscar de olho enquanto aceno para a fotografia que pretendo tirar!!!